quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Raelianismo, o que é isso?

O Raelianismo (ou Movimento Raeliano, até 1976: MADECH, mouvement pour l’accueil des extraterrestres, créateurs de l’humanité) é um movimento religioso criado pelo ex-jornalista esportivo francês Claude Vorilhon (ou Raël) em 1973, que afirma ter tido contatos neste ano com extraterrestres em diversas ocasiões, explica a criação dos humanos como tendo sido feita por uma raça semelhante ao ser humano de outro planeta chamada Elohim, usando o DNA deles. Em momentos anteriores em que tiveram contato pessoal com os seres humanos que criaram, informaram erradamente (de propósito) que eram anjos, querubins ou deuses. Os raelianos acreditam que grandes líderes religiosos como Moisés, Jesus e Maomé vivem em outros planetas e um dia voltarão à terra novamente. O fundador do Raelianismo, dizem os membros do Movimento, recebeu a derradeira mensagem dos Elohim cujo propósito é informar o mundo acerca deles e que se os humanos se tornarem conscientes e pacíficos o suficiente, eles desejam ser convidados por nós. O Movimento Raeliano também questiona a teoria da evolução e defende a clonagem humana. O Movimento afirma ter 55 mil membros em 84 países, inclusive no Brasil.Os seguidores de Raël pretendem inaugurar um governo mundial sobre a terra, formado pelas pessoas mais inteligentes (gênios).

A Igreja Raeliana tem uma estrutura quasi-clerical de sete níveis. Juntar-se ao movimento requer uma apostasia oficial de outras religiões.

A ética raeliana inclui a defesa da paz mundial, a partilha, a geniocracia e a não violência. A sexualidade é também importante como parte da doutrina Raeliana. A Igreja Raeliana tem atraído alguns dos seus padres e bispos de outras religiões, apesar de ter uma visão liberal acerca da sexualidade.

Raël fundou a Clonaid (originalmente Valiant Venture Ltd Corporation) em 1997, mas entregou-a a uma episcopisa raeliana, Brigitte Boisselier no ano 2000. Em 2002, a empresa afirmou que uma mulher americana foi submetida a um procedimento de clonagem que levou ao nascimento de uma filha, Eva (26 Dezembro 2002). Apesar de poucos terem acreditado, tal notícia atraiu no entanto autoridades nacionais e a media a se informarem mais acerca do Movimento Raeliano.

Os Raelianos usam a suástica como símbolo da paz, o que levou à rejeição de solicitações por Raelianos de território em Israel, e mais tarde no Líbano, para o estabelecimento de uma embaixada para extraterrestres. A religião usa como símbolo uma suástica dentro de uma Estrela de David. A partir por volta de 1991, este símbolo foi frequentemente substituído por uma variante da estrela com um símbolo em espiral como estratégia de relações públicas, em particular relativamente a Israel.

Fonte: Wikipedia

Sammy? Lembra dele?

Sammy (do BBB) doa prêmio para seita Raeliana
« Online: 01 de Abril de 2005, 03:01:22 »



O ex-BBB Sammy Ueda anuncia finalmente o destino dos 20 mil reais adquiridos com o terceiro lugar.

Mesmo não podendo dar entrevistas, Sammy deixou escapar durante o chat no portal globo.com que já tinha em mente o que fazer com o dinheiro, um dos grandes propósitos de sua entrada no jogo. Em Julho do ano passado o oriental aderiu à seita Raeliana, mundialmente conhecida após a polêmica sobre o primeiro clone humano (não comprovado) criado em laboratório. A seita já conta com mais de 60.000 membros em mais de 90 países.

Quando perguntaram por que Sammy decidiu empregar o dinheiro desta forma, respondeu naturalmente que "a atitude deles é muito positiva" e completou: "acho ótemo o trabalho deles quanto à ciência moderna. O mundo precisa perder certos preconceitos e aceitar as mudanças".

Os amigos não pareceram surpresos. Bárbara, amiga de "Samóla" desde a infância, disse que ele sempre esteve envolvido com assuntos esotéricos e que meses antes de entrar na casa, já havia dito que pretendia aplicar o dinheiro com a seita.

Questionado a respeito da clonagem, Sammy declarou ser completamente a favor. Disse ainda que crê na possibilidade de fazer um clone seu e estender sua vida através dele. Brincadeiras a respeito de clonar um japonês foram inevitáveis durante o bate papo, mas Sammy levou tudo com o mesmo bom humor que apresentou nos 79 dias de confinamento.

Rael, líder da seita, apareceu algumas vezes na telinha da globo, em horários concorridos como o do programa Fantástico, apresentando suas idéias de contato com alienígenas e clonagem humana. Ainda que vista por grande parte da sociedade científica com certo desprezo, a seita parece crescer e atingir pontos fortes de influência.

Decepcionado com a reação dos fãs, Sammy concluiu: "é desconfortável ver que as pessoas não levam a sério quando digo estas coisas, mas acho que os conceitos ainda são novos por aqui, então é natural".

Se a moda pegar entre os orientais, haverão motivos de sobra pra dizer que os japoneses são todos iguais...

Fonte: Clube Cético 


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Uma linda história de amor que eu precisava ouvir.




Eu estava dirigindo meu carro num trânsito que não andava e, de tanto pensar na vida, comecei a conversar com Deus. Pedi que ele me presenteasse com um amor que me fizesse feliz e segura, e ajudasse a esquecer todos os meus problemas. Naquela época, 2009, eu passava por uma fase difícil: meu namoro de cinco anos estava por um fio porque brigávamos muito e eu enfrentava vários problemas familiares. Aí, seis meses depois, uma amiga fisioterapeuta, como eu, me pediu para substituí-la em suas férias para atender um paciente tetraplégico, o Fred. Eu ainda não sabia, mas naquele instante Deus estava atendendo ao meu pedido, só que de um jeito inesperado: meu príncipe encantado não chegaria em um cavalo branco, mas em uma cadeira de rodas.

Senti que ele me olhava de um jeito diferente

Na primeira sessão com o Fred, quis saber sobre sua história. Ele havia sofrido um acidente de moto em 2008 que mudou sua vida. A quinta vértebra da cervical foi fraturada, o que o tornou paralisado do pescoço pra baixo. Na época, ele tinha 27 anos, era veterinário e trabalhava em uma das maiores companhias de agronegócios do país.

Era um rapaz jovem e bonito, mas percebi que passava por uma fase difícil de aceitação do acidente. Mesmo assim, sentia que Fred me olhava de uma forma diferente, como se já me conhecesse. Me fazia sentir especial. Nos demos superbem e conversávamos muito. Um mês depois, meu namoro terminou...

Conforme o tempo foi passando, criamos uma relação de amizade porque tínhamos muitas afinidades, como nossos gostos musicais e o jeito simples e “caipira”. Contávamos nossos problemas um ao outro, era uma troca muito positiva! O Fred foi uma pessoa fundamental naquele momento difícil pra mim, pois foi quem mais me ouviu e ajudou a acalmar meu coração quando eu mais precisava. Nessa fase, não rolava interesse de minha parte – sentia que da parte dele também não. Mas a amizade e a vontade de estar junto só aumentavam...

Nossa relação foi evoluindo de uma maneira bem natural. Não sei precisar o momento em que minha consideração atencioso por ele virou algo mais forte, mas, após dois meses de atendimento, o Fred se tornou uma pessoa na qual eu depositava muito carinho e confiança. E tudo foi caminhando para uma grande paixão...

Quando nos envolvemos, parei de atendê-lo

Quem tomou a iniciativa de abrir o coração foi o Fred. Ele me roubou um beijo dentro do seu carro. Até hoje não esqueço do jeito como me olhou, fazendo carinho no meu rosto antes de tocar os meus lábios. Foi um dia muito especial para nós, pois percebi que ali era o início de uma linda história de amor.

No começo, nosso romance era meio às escondidas, pois o Fred tinha vergonha. Não de mim, mas dele mesmo. Ele achava que suas limitações seriam um problema para nossa relação. Isso nunca passou pela minha cabeça! Então, quando percebemos que o relacionamento estava ficando sério, decidimos que eu não seria mais fisioterapeuta dele, por uma questão de ética profissional.

Nosso namoro sempre foi repleto de momentos felizes e carinhosos: jantávamos fora, íamos ao cinema, visitávamos nossas famílias e amigos frequentemente. Saíamos como qualquer outro casal, mas também gostávamos muito de programas caseiros.

Após três anos de namoro, decidimos dar um passo à frente em nossa vida e confirmar nosso sentimento perante Deus. Mas, nesse meio-tempo, meu avô faleceu e tivemos que adiar o casamento por um tempo.

A deficiência dele nos deixou mais unidos

Passados os dias de luto, fui pega de surpresa com um jantar familiar. O Fred organizou tudo. As duas famílias estavam reunidas e ele preparou meu prato favorito: lasanha de massa verde e bife à parmegiana. No final, fui surpreendida de novo: meu amor fez um pedido de casamento com as alianças na mão! Chorei de emoção.

As restrições do Fred nunca foram um problema pra mim. Muito pelo contrário: eram elas que nos tornavam mais unidos e o relacionamento mais intenso. Sempre digo que a cadeira dele, para mim, é como uma característica física, tipo a cor dos olhos. Não o vejo como alguém limitado ou incapaz.

De toda forma, o Fred tem uma cuidadora que mora com a gente. Ela faz a sua higiene diária e a alimentação. Na folga dela, sou eu quem assumo essas tarefas. E, diariamente, à noite sou eu que faço seus cuidados antes de nos deitarmos.

Hoje vivo os dias mais felizes da minha vida. O Fred é meu companheiro, amigo e parceiro de todos os dias. Caminhamos lado a lado e sonhamos em aumentar nossa família em breve. Valeu a pena conversar com Deus para pedir um amor! - MARIA ALICE FURRER, 30 anos, fisioterapeuta, Campo Grande, MS

“Mesmo inseguro, decidi investir”

Após o acidente de moto que sofri, me vi numa cadeira de rodas e a depressão me abraçou de vez. Na época, estava tão desanimado que relutei a fazer fisioterapia. Depois de muita insistência da minha mãe, comecei a ser atendido pela Naila. Até que um dia deparo com a Maria Alice, que substituiu minha fisioterapeuta. Assim que a vi, fiquei bem animado. Ela era muito bonita e atraente. Além disso, sua simpatia e sua paixão pela profissão me encantaram. Nossa relação de paciente e fisioterapeuta logo se transformou em amizade. Em pouco tempo, sentia uma grande vontade de estar com ela e percebi que estava apaixonado. Mas achava que seria impossível voltar a me relacionar com alguém por causa das minhas limitações. Mesmo com minha insegurança, resolvi investir. Apesar de sentir muita tristeza por saber que eu deixaria a desejar em vários aspectos devido à minha deficiência, com o tempo fui descobrindo novas formas de substituir algumas gentilezas por outras: ajudava a resolver seus problemas, incentivava a alçar voos mais ousados na profissão, dava presentinhos, fazia elogios... E assim a conquistei! Quando pedi a mão dela em casamento, tinha certeza de que a Maria Alice era a mulher de minha vida. Ela me fez enxergar além do que minha visão de “depressivo” conseguia ver, me mostrando novas possibilidades, novas maneiras de realizar atividades que eu fazia antes do acidente. Minha mulher foi um anjo que apareceu em minha vida. - FREDERICO RIOS, 34 anos, veterinário, Paranaíba, MS.

Li essa reportagem no site Revista Sou mais Eu e quis compartilhar com vocês para recomeçar as postagem desse blog. 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Acusado de roubo chora ao reconhecer juíza como sua amiga de infância



O julgamento de um homem suspeito de roubar um carro nos Estados Unidos se tornou um reencontro emocionante depois que a juíza Mindy Glazer reconheceu o réu, Arthur Booth, 49, como sendo um velho amigo de infância.

ACUSADO CHORA AO DESCOBRIR QUE JUÍZA ERA SUA AMIGA DE INFÂNCIA (Foto: REPRODUÇÃO/YOUTUBE)

"Senhor Booth, tenho uma pergunta. Você frequentou [a escola] Nautilus?", questionou a juíza enquanto tentava conter a emoção. "Oh meu Deus! Oh meu Deus!", disse o homem ao olhar para ela. O caso aconteceu na terça-feira 30 de junho de 2015.

Booth, detido na segunda-feira por roubo qualificado de um veículo e resistência à prisão, não conteve as lágrimas, abaixou-se sobre uma mesa à sua frente e levou as mãos à cabeça.
"Sinto muito vê-lo aí. Sempre me perguntei o que teria acontecido com o senhor", disse Glazer, enquanto Booth continuava a chorar. "Ele era o garoto mais legal da escola, foi o melhor menino do ensino fundamental", afirmou. "Eu costumava jogar futebol [americano] com ele, e olha o que aconteceu."

A juíza, triste com o destino de seu amigo, deu conselhos para que o homem aprendesse a lição e mudasse de vida. "Sr. Booth, espero que você seja capaz de mudar seu comportamento. Boa sorte", disse ela. "Triste é que na idade em que chegamos...", comentou. "Espero que você seja capaz de sair desta situação bem e tenha uma vidaboa."
Depois das palavras da juíza, o homem tentou falar, mas recebeu o chamado dos seguranças para deixar o local.
De acordo com um relatório sobre a prisão, Booth foi flagrado dirigindo um Honda Accord dourado que teria sido usado no assalto a uma residência. Quando um policial tentou parar o veículo, Booth acelerou, dando início a uma perseguição, informou o site "NBC News"
O acusado deve permanecer preso enquanto não pagar uma fiança de quase R$ 135 mil.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Como deveria ser a novela

Oi gente. Estou vendo a novela das oito ficando muito parada e resolvi criar minha própria continuação para a novela.

Helena não quer saber de Luiza (Foto: Em Família/TV Globo)

Para começar a Luiza realmente iria se casar com o Laerte. E no dia do casamento a Verônica iria falar para Helena de uma forma macabra que era para Helena salvar a filha porque agora o mau não tinha como ser desfeito.
   Helena não dá moral até que a Verônica aparece morta no dia seguinte.
Helena vai atrás de Luiza para perguntar se esta tudo bem. A filha a trata como antes, na frente de Laerte.       Com ignorância e raiva. E chega a jogar um embrulho de papel na cara da mãe a espussando de casa. Mas quando Helena pelo destino, depois de Luiza bater a porta na cara da mãe, ela abre o embrulho que foi jogado nela, é um bilhete da filha apenas escrito "Socorro".
  Helena pede ajuda da melhor amiga de Luiza para ver o que está acontecendo. E Alice, como nova policial, detetive vai atras de investigação.
  Alice recebe uma mensagem de celular de Luiza dizendo que estava no galpão, no galpão que está se fechado desde a morte terrivelmente trágica de Verônica.  E indo para lá encontra não amiga Luiza, mas

Laerte que tenta mata-la.

 Alice é capturada ao perseguir homem suspeito (Foto: Em Família/TV Globo)

  Helena está em casa de boa maltratando mais uma vez o Virgilio, quando recebe a ligação de Alice pedindo socorro. O celular dela esta falhando e então Luiza só consegue dizer coisas desconexas enquanto foge do Laerte que está com sua flauta pronta para mata-la a flautadas. De repente ela dá de encontro com ele e ele quebra o celular dela com uma flautada... E ele derruba ela de um andaime... e sai tocando sua flauta ensanguentada.
Helena corre até o local. A policia tinha chegado. E Alice ainda esta nos últimos momentos de vida. E fala:
 - Ele não vai parar.... - e morre...
Helena tenta avisar a policia. Mas todos já sabem como ela tem raiva do Laerte e não acreditam nela.
  Helena então decidi ir buscar a filha na casa de Laerte com as próprias mãos.

Agora o senhor Maneco pode continuar essa parte da novela dai..

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Nomes bíblicos corretos.

Oi gente. Então, hoje eu tive uma curiosidade muito grande, sobre os nomes bíblicos. Vi num livro americano, que lá, os nomes como Davi, Noé, Paulo, entre outros nomes não eram como aqui. E sim, Paul, Nohan entre outros... E decidi pesquisar sobre isso.
Percebi então que os nomes, nem nossos nem dos americanos eram os corretos. Porque eles falavam naquele local, não em português, ou inglês. E sim em hebraico.
O primeiro nome que fui procurar por curiosidade foi de Jesus Cristo.



Jesus Cristo - ישוע/ יֵשׁוּעַ - Yeshua Ha'Maschiach


O nome original de Paulo era "Saulo" (em hebraico: שָׁאוּל- Sha'ul; tiberiano: Šāʼûl - "o que se pediu, o que se orou por" e traduzido em grego antigo: Σαούλ - Saul - ou Σαῦλος - Saulos) , nome que divide com o bíblico Rei Saul, um outro benjaminita e primeiro rei de Israel, que foi sucedido pelo Rei Davi, da tribo de Judá . Segundo suas próprias palavras, era um fariseu.
O uso de "Paulo" (em grego: Παῦλος - Paulos; em latim: Paulus ou Paullus - "baixo"; "curto" )

http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_de_Tarso#Nomes

Os nomes Tiago e Jaime derivam indirectamente do latim Iacobus, por sua vez uma latinização do nome hebraico Jacob (aportuguesado em "Jacó").
Tiago é, na verdade, uma corruptela da outra versão portuguesa de Ya'acov que é Iago. O nome Tiago surgiu da aglutinação de dois elementos Santo e Iago que produziu Santiago. Por sua vez, ao se separar novamente a palavraSanto, surgiu uma corruptela que depois viria a se tornar o nome Tiago.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Thiago



Mateus Evangelista (מתי/מתתיהו, "Dom de Javé" ou "Presente de Deus", hebraico padrão e vocalização de Tibérias: Mattay ou Mattiyahu; grego da Septuaginta Ματθαιος, Matthaios; grego moderno: Ματθαίος, Matthaíos)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mateus_(evangelista)



Judas Iscariotes (em hebraico יהודה איש־קריות, Yehudhah ish Qeryoth; em grego bíblico Iouda Iskariôth1 ou Iouda Iskariotes2 ) Judas, em grego Ioudas, é uma helenização do nome hebraico Judá (יהודה, Yehûdâh, palavra que significa "abençoado" ou "louvado"),

http://pt.wikipedia.org/wiki/Judas


Adão (hebraico: אָדָם, "Homem"; árabe: آدم; ge'ez: አዳም).
 Eva' (hebraico: חַוָּה, Ḥavva, "Vivente"; árabe: حواء, Hawwaa; Ge'ez:( ሕይዋን, Hiywan)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Eu precisava ouvir uma história de superação.

Petê Camargo emagreceu sem ajuda de remédios ou cirurgia, e hoje mantém um site com dicas e receitas saudáveis.



Comida sempre foi o assunto predileto de Petê Camargo. Quando garota, gordinha, não podia ir à uma festa que corria para a cozinha a fim de saber a receita deste ou daquele doce. Na pré-adolescência, no entanto, a faceta gulosa deixou de ser uma característica fofa e engraçadinha para começar a virar uma tormenta. "Era a fase em que as garotas estavam se arrumando, despertando para a sexualidaede e eu estava apenas engordando", conta ela, que viu o ponteiro da balança atingir 145kg aos 37 anos.

Antes e Depois - Petê (Foto: Arquivo Pessoal)
Antes disso, porém, ao ver a aparência gorducha no espelho, Petê tomou uma decisão. "Comecei a nadar todos os dias até me tornar atleta, federada em São Bernardo do Campo, onde morava", relembra ela, que competiu até os 19 anos, ano em que casou com o primeiro namorado: "Eu comia feito um touro, treinava quatro horas por dia e queimava tudo o que ingeria. Mas ao casar, a coisa degringolou".


Para se ter uma ideia, na lua de mel, Petê e o marido foram para o supermercado e comprarm todo o tipo de besteira que pudessem consumir. "Quando engravidei do meu primeiro filho, engordei 40kg. Eu comia o dia inteiro, não trabalhava, não fazia mais nada. Minha autoestima era abaixo de zero. Tive complicações por conta da pressão alta e foi um transtorno tentar emagrecer", confessa. Quando o bebê nasceu, Petê tentou toda a sorte de dietas e foi vítima do efeito sanfona. Conseguiu chegar aos 80kg, que para os 1,76m que tem não eram tão absurdos assim. Mas voltou a engordar, engravidou novamente e lá vieram mais 40kg. "Cheguei num ponto em que achava que já tinha filhos, era casada, havia construído uma vida e não precisava me preocupar em ficar fazendo regime", justifica.


Mas o filho mais velho morria de vergonha da aparência desleixada da mãe e pedia a ela que o deixasse longe da escola ou que não fosse às festinhas. Daí, Petê voltou a nadar. "Era assustador. Eu, com uns 135 kg, de maiô na piscina. As pessoas se assustavam, mas eu sabia nadar, então, a memória do corpo ainda existia", diz.

Antes e Depois - Petê (Foto: Arquivo Pessoal)

Petê, porém, passou a sentir-se muito cansada e descobriu que era portadora de Lupus Sistêmico, uma doença autoimune que pode levar à morte: "A ficha caiu. Ou eu mudava de vida ou morria". Após um longo tratamento para amenizar os sintomas e uma embolia pulmonar, Petê decidiu viver bem pelo resto da vida: "Cortei as guloseimas, fiz o que todo mundo sabe fazer para emagrecer. Reduzi a quantidade de comida e passei a me exercitar diariamente para queimar as calorias. É uma matemática simples, mas é dificílimo manter o resultado".

Antes e Depois - Petê (Foto: Arquivo Pessoal)

Foram quatro anos e meio até eliminar 76kg. Hoje, aos 46 anos, Petê chama a atenção pelas fotos de antes e depois. Sua história vitoriosa foi parar nas redes sociais, quando ela decidiu fazer um site incentivando outras pessoas a recuperarem o tempo perdido e aprenderem a ter uma relação de amizade com a comida e não de dependência. No "www.petecamargo.com.br" posta vídeos motivacionais e receitas light, e já tem mais de seis mil seguidoras fiéis, que se inspiram na força de vontade dela: "Chorei ao não poder comer o que gostava. Hoje, me orgulho de saber fazer as escolhas certas. Não fiz plásticas, minha pele ainda está meio caidinha, mas faz parte da minha transformação. Foi devagar e eficaz até que meu cérebro e meu corpo soubesem que, sim, eu agora seria uma mulher magra".